3 de mar. de 2009

O consumo de carne e a degradação da Floresta Amazônica



Por Redação do IHU On-line

Na opinião da bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest, o desmatamento realizado para a agricultura, seja para plantio de alimentos ou para o plantio de pastagens para o gado, é o fator de maior impacto na diminuição da Floresta Amazônica. Na entrevista que concedeu ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU por e-mail, a pesquisadora que trabalha na Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, na equipe IMAGE, destaca o “forte efeito da produção pecuária, especialmente criação de gado, sobre o efeito estufa”. Isso é confirmado no estudo que realizaram, acentua. A equipe IMAGE esteve extensivamente envolvida no recente relatório do IPCC e em vários outros estudos e avaliações sobre mudanças ambientais globais.

Stehfest acentua que o consumo mundial de carne precisa ser reduzido, e enumera vários outros motivos para diminuir esse consumo, para além do aumento do aquecimento global. Saúde, conservação da biodiversidade e bem-estar animal são alguns desses motivos.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - A dieta do clima proposta pela Agência de Impacto Ambiental da Holanda sugere consumir até 400g de carne por semana. Com isso, a pretensão é que se reduza a emissão dos gases estufa em 10%, já que se diminuiria o número de animais criados. Qual é a viabilidade dessa proposta?

Elke Stehfest - Nós realmente calculamos um cenário com cerca de 400g de consumo de carne por semana e per capita, no mundo todo. Para muitos países desenvolvidos, isso significaria reduzir seu consumo de carne para 2/3. Para alguns países africanos isso na verdade significaria um crescimento comparado com a referência. É difícil dizer algo sobre a viabilidade, e não examinamos isso em nosso artigo. Isso obviamente depende de medidas que devem ser tomadas para que se consiga uma redução no consumo de carne. As possíveis medidas são:

- Informar os consumidores a respeito dos benefícios da redução do consumo de carne para a biodiversidade, clima e para sua própria saúde. Talvez introduzindo rótulos informativos nos produtos;

- Viabilizar alternativas saborosas para a carne. Por exemplo, burgers vegetarianos e molhos;

- Um passo ainda maior seriam medidas para proteger florestas tropicais, colocando um preço no carbono da terra. Nas negociações climáticas de Copenhagen, o mecanismo “Reduzindo Emissões do Desmatamento e Degradação” (”Reducing Emissions from Deforestation and Degradation”, REDD) é discutido como uma medida possível para reduzir emissões. Ambas podem ter um efeito nas áreas usadas para produção de carne e alimento.

IHU On-Line - Quais são as evidências científicas entre a criação dos bovinos e o aumento do efeito estufa?

Elke Stehfest - O forte efeito da produção pecuária, especialmente criação de gado, sobre o efeito estufa é muito bem estabelecido, e novamente confirmado em nosso estudo. Um dos mais bem conhecidos estudos é “A grande sombra da pecuária” (”Livestock’s long shadow” - FAO ).

IHU On-Line - Que outros hábitos alimentares humanos vêm interferindo seriamente no clima?

Elke Stehfest - A produção pecuária para carne e leite/laticínios tem mesmo o maior impacto nas emissões de gases de efeito estufa.

IHU On-Line - Nesse estudo, vocês sugerem que se inclua nos rótulos o custo ambiental da carne. Acredita que a população já está suficientemente preparada e mobilizada para esse tipo de alerta?

Elke Stehfest - Alguns governos, como o holandês, também perceberam o grande impacto do consumo de carne. O governo não quer controlar a escolha dos consumidores, mas quer prover todas as informações que os farão ter uma escolha informada.

IHU On-Line - Além do fator ambiental, que outros motivos teríamos para não ingerir carne?

Elke Stehfest - Embora não sejamos especialistas nessas áreas e não examinamos isso em detalhe, afirmo que existem outras razões bem conhecidas pelas quais as pessoas comem menos carne. Saúde deve ser a razão mais importante para a redução do consumo de carne bovina e suína, uma vez que ambas são suspeitas de contribuírem para câncer no intestino e doenças coronárias.

Outras razões ambientais, junto com a mudança climática, são a conservação da Natureza e da biodiversidade, isto é, menos desmatamento tropical para a produção de carne e soja. O bem-estar animal é uma das outras importantes razões pelas quais as pessoas tentam comer menos carne ou mesmo sejam vegetarianas.

IHU On-Line - O economista norte-americano Jeremy Rifkin afirma que estamos destruindo a Amazônia para alimentar vacas. Como esse ecossistema vem reagindo a essa investida pecuarista?

Elke Stehfest - O desmatamento para a agricultura, tanto para plantio quanto para pastagem para o gado, é a mais importante razão para a degradação da Floresta Amazônica. Os efeitos desse desmatamento são:

- perda de habitats naturais

- extinção de espécies

- degradação ou erosão dos solos

- efeitos hídricos como aumento de inundações

- problemas na viabilidade de recursos hídricos com menos tamponamento florestal

- desmatamento em larga escala pode causar a morte de ainda mais florestas

- queda das chuvas em áreas de plantio no leste do Brasil (uma vez que as nuvens/chuvas são produzidas sobre a floresta tropical amazônica).

IHU On-Line - Segundo estimativas, para cada 900 kg de alimento produzido, se produz apenas 1 kg de carne. Chegou a hora de revermos nosso padrão alimentar?

Elke Stehfest - Sim, a produção de carne, especialmente a bovina, utiliza uma grande quantidade de investimento, e também investimento de terra em função de alimentar a crescente população mundial. Para conservar os habitats naturais do mundo, o atual consumo de carne dos países em desenvolvimento não pode ser seguido. Ele deve ser reduzido.

IHU On-Line - Para esse mesmo 1kg de carne produzido são necessários de 20 a 30 mil litros de água. Além disso, a pecuária é responsável por 1/3 da poluição de águas potáveis com nitrogênio e fósforo. Pode-se falar em um comprometimento do potencial hidrológico do qual dispomos em função da criação de gado?

Elke Stehfest - Os números do uso de água para a produção de carne bovina parece alto, possivelmente porque inclui a evaporação/transpiração do pasto. Se considerarmos apenas o consumo de água pelo gado da ordem de 4 a 10 litros por quilo de alimentação seca consumida e a conversão de eficiência de 30 a 60 quilos de alimento seco por quilo de carne, o consumo de água é de uma magnitude menor.

No que se refere à poluição das águas superficiais e subterrâneas, não achamos que os problemas são tão graves quanto em países como a Holanda, onde mais gado é criado em estábulos e o esterco é espalhado por áreas relativamente pequenas de terra. Nos estados brasileiros com áreas importantes de criação de gado, os sistemas são geralmente mais extensos. Com lençóis de água profundos e transporte lento de água e nitrato pelo sistema subterrâneo, as chances de ocorrer desnitrificação são grandes. Mas sim, é correto dizer que a produção de carne bovina pode contribuir para a poluição da água da superfície e subterrânea, mas é difícil dizer sem mais informações que essa contribuição é de 1/3.

Crédito da imagem: Instituto Peabiru

Fontes:(Envolverde/IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

16 de fev. de 2009

WEB EXPO FORUM DEBATE REVOLUÇÃO DA WEB 2.0

Evento promovido pela Converge Comunicações traz inscrições diferenciadas para painéis e workshops


São Paulo, 10 de fevereiro de 2009 – A Converge Comunicações, responsável por organizar os mais importantes eventos nas áreas de telecomunicações, TV por assinatura, novas mídias, internet, produção e distribuição de conteúdo audiovisual, realiza a 3ª edição do Web Expo Forum, de 17 a 19 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Nos três dias de evento, o público terá acesso a painéis de discussão com palestrantes nacionais e internacionais, que abordarão temas como: o poder das redes sociais; a utilização a Internet pelos mercados fonográfico e de televisão para atingir o novo consumidor 2.0; programas e novos dispositivos móveis que proporcionam acesso aos recursos da web 2.0; o que os grandes grupos e empresas estão fazendo para entender e competir no novo cenário da web 2.0, entre muitos outros.

Dentre os palestrantes já confirmados estão: Gil Giardelli, VP da Permission; Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM; Cesar Paz, diretor presidente da AG2; Marcelo Quinan, diretor de criação da AG2; Eduardo Vasques, da Abracom; Monica Ramos, sócia fundadora da Deckdisc; José Papa Neto, diretor de Novas Mídias e TI da ESPN; Gil Torquato, diretor Corporativo e de Relações Institucionais do UOL; Fiamma Zarife, diretora de VAS e Roaming da Claro; Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo; Charles Zamaria, professor da Ryerson University - Canadá; Paulo Cesar Queiroz, VP da DM9DDB; Hugo Godinho, diretor de Comunicação Integrada da In Press Porter Novelli; o jornalista Paulo Henrique Amorim, jornalista do Blog Conversa Afiada; Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta; Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado e Novos Negócios do IBOPE Inteligência.

Novidades da edição 2009

Um dos diferenciais dessa 3ª edição do evento é a flexibilidade das inscrições. Os participantes poderão se inscrever de acordo com seus interesses, garantindo presença em todo o evento ou apenas nos painéis do Congresso, nos workshops (tech ou business).

Os workshops, também novidades deste ano, são voltados para a formação de iniciantes e executivos de pequenas e médias empresas. Eles terão foco em negócios e em questões tecnológicas, com objetivo de incentivar a formação de profissionais. Serão abordados temas como: desenvolver projetos em web 2.0; estratégias de comunicação; uso do Second Life para treinamentos; novos modelos de negócios; educação 2.0; mobile marketing 2.0; além de workshops técnicos, que oferecerão noções básicas de programas e informações técnicas de planejamento.


SERVIÇO
Web Expo Fórum
Período: de 17 a 19 de março de 2009
Horário: das 9h às 18h30
Local: CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA
Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP
Inscrições e mais informações: www.webexpoforum.com.br

29 de jan. de 2009

Top de Planejamento Estratégico 2009

Será realizado na ESPM (Teatro Philip Kotler – Rua Álvaro Alvim, 123 Vila Mariana),
nos dias 17,18 e 19 de fevereiro de 2009, das 19h00 às 22h30.

O Top de Planejamento Estratégico 2009 tem como objetivo:

Mostrar a importância do planejamento no processo de comunicação de uma marca.
Apresentar novas formas de aproximação com o consumidor sob a ótica da comunicação integrada e multidisciplinar.
Revelar o perfil do profissional de planejamento,a importância de entender, imaginar e conversar.
Mostrar o que muda na comunicação quando paramos de pensar em consumidor e começamos a pensar em pessoas. Mostrar como o planejamento pode contribuir na
inovação e criatividade de campanhas publicitárias.

Profissionais de empresas e agências conceituadas no mercado de marketing, apresentarão suas palestras/cases.

Espera-se aproximadamente 200 pessoas para o
encontro, sendo profissionais da área de
marketing, marketing promocional, empresários e
estudantes de administração, propaganda e comunicação.

Informações sobre os palestrantes:

Dia 17/02
J.Cocco - J.Cocco
Apresentação de case - Mulheres Que Fazem o Brasil Brilhar / Bombril

Carol Mello - Africa
Apresentação de case- Como chegamos à estratégia
da marca para os próximos 10 anos?

João Fernando Vassão – GP7 Comunicação
Apresentação de case- "Cases de planejamento x Cases de negócios"

Aida Singer – Bradesco
Apresentação de case- Como planejar e integrar a comunicação de uma marca.

Dia 18/02
Julio Ribeiro – Talent
Apresentação de case- Como planejar sua propaganda

Martha Terenzzo - Power 4
Apresentação de case- Planejamento na área promocional

Selma Santa Cruz - TV1
Apresentação de case- Comunicação, Empresas e
Marcas na Rede: o desafio da integração

Dia 19/02
A Amalia Sina – Sina Cosméticos
Case – O que vem antes do planejamento

Brian Crotty - Aquarium
Apresentação Case/palestra: Planejamento de Comunicação na Era Digital

Luis Buono – Fabrica Comunicação
Apresentação Case/palestra: planejamento como projeto de envolvimento

Para se inscrever é necessário fazer depósito bancário na conta (Itaú - Ag. 0660 c/c 91.678.4, em nome de Editora Referencia Ltda), e depois
passar comprovante de pagamento, via fax 11 3051.24.23 ou e-mail
pscarneiro@mensagemecia.com.br,
com os dados do participante (nome, empresa,
telefone e email).
Os valores são: R$ 400,00 e R$200.00, respectivamente para profissionais e estudantes. Neste valor está incluso todo o programa do evento e coffee break.


Mais informações pelo e-mail: pscarneiro@mensagemecia.com.br / ou telefone:
11 2063-4227/3051.24.23

A Gestão da Reputação e da Comunicação Estratégica

Como administrar a comunicação estratégica para proteger, gerir e aumentar a reputação das organizações?
Através da apresentação de esquemas estratégicos para a gestão da reputação, e da discussão de estudos de casos relevantes para o mercado brasileiro, os participantes do curso não só se familiarizarão com os desafios do novo ambiente empresarial, mas também entenderão como estas questões podem tanto criar oportunidades de reputação ou riscos para a organização em que atuam.

11/2/2009 - 9:00 às 18:00 horas
Hotel Paulista Plaza - Alameda Santos, 85, Jardins

Mais informações: (11) 3662-3990 ou cursos@aberje.com.br

Fonte: Aberje