29 de nov de 2007

MUDA O PERFIL DOS PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO CORPORATIVA

Valor Econômico - Andrea Giardino - 05/11/2007

As empresas hoje estão tratando a comunicação corporativa de forma mais estratégica, o que implica em mudanças no perfil de quem atua na área. Em 35,4% delas, já existe uma diretoria para cuidar da comunicação interna e muitos dos executivos vêm ocupando cadeira no board. Há também uma redução do percentual de profissionais formados em jornalismo no comando da área nas organizações no Brasil.

Em 2002, 54% eram jornalistas e agora eles não ultrapassam os 35%. Já o número de profissionais de relações públicas cresceu, passando de 15,4% em 2005 para 22% em 2007. Os dados são de estudo realizado pelo Databerje, instituto de pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), onde foram ouvidas 164 empresas, que juntas faturaram no ano de 2006 cerca de US$ 360 bilhões ou 33,7% do PIB brasileiro.

De acordo com o levantamento, as maiores equipes - aquelas que contam com mais de seis funcionários - estão nas companhias de serviços, 35%. Embora metade delas não tenha um plano integrado de comunicação. "É curioso ver que existe uma diversidade de formação, com antropólogos e filósofos", afirma Suzel Figueiredo, diretora do Databerje.

Outro ponto de destaque é que em 53% dos casos, as diretorias e gerências de comunicação interna ficam sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas. Em 40% das companhias, quem cuida é a área recursos humanos. No entanto, em 3% das organizações ouvidas, o setor de comunicação passou a se reportar às áreas como assuntos corporativos/institucionais e até mesmo à presidência, 2,4%.

"No passado, era comum o RH controlar a comunicação com os funcionários", diz Suzel. Mas isso mudou e a área de comunicação corporativa ganhou mais poder". Tanto que aumentou em 6,9% o índice de empresas que possuem equipe interna, se comparado a 2005 (quando foi feita a última pesquisa).

Em relação aos investimentos feitos pelas companhias na área de comunicação, se comparado a 2005, aumentou o percentual de empresas que investem até R$ 500 mil reais por ano na área, pulando de 28,2% para 35,4% este ano. "Os investimentos são tímidos para uma organização que emprega 5 mil funcionários", diz Suzel. "Ou seja, ela aplica apenas R$ 100 per capita por ano".

Vale ressaltar que 20,7% dos entrevistados não sabiam qual era o investimento atual da empresa. Desses, quase metade ocupa cargos de analista/especialista e estão concentrados nas áreas de recursos humanos.

A pesquisa aponta ainda que o mercado de comunicação corporativa é composto, predominantemente, por mulheres, com 76,2%. Embora os homens sejam maioria nos cargos de diretoria. Mesmo com a área tendo crescido e se estruturado nos últimos anos, 65% dos profissionais investigados acreditam que o trabalho de comunicação interna não atende completamente às necessidades de informação dos funcionários.

Fonte: Valor Econômico

Acontece dia 04 de dezembro, em Belo Horizonte, o evento: Inserção e Diversidade para a Co-Responsabilidade – As Relações Públicas no Cenário Social.

Acontece dia 04 de dezembro, em Belo Horizonte, o evento: Acontece dia 04 de dezembro, em Belo Horizonte, o evento: Inserção e Diversidade para a Co-Responsabilidade – As Relações Públicas no Cenário Social.
O evento é uma realização do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 3ª Região (MG-BA-ES), em comemoração ao Dia Nacional das Relações Públicas.
Terá um dia inteiro de atividades, palestras, cases, apresentação de trabalhos, mostra das agências experimentais e etc.

Serviço:
Inserção e Diversidade para a Co-Responsabilidade – As Relações Públicas no Cenário Social.
Data: 04/12
Horário:
Local: INAP – Instituto de Arte e Projeto a Av. Carandai 448, Bairro Funcionários.
O evento é uma realização do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 3ª Região (MG-BA-ES), em comemoração ao Dia Nacional das Relações Públicas.
Terá um dia inteiro de atividades, palestras, cases, apresentação de trabalhos, mostra das agências experimentais e etc.

Serviço:
Inserção e Diversidade para a Co-Responsabilidade – As Relações Públicas no Cenário Social.
Data: 04/12
Horário:
Local: INAP – Instituto de Arte e Projeto a Av. Carandai 448, Bairro Funcionários.

Na crise, a ordem é falar apenas a verdade

Por Marili Ribeiro jornalista escreve sobre Comunicação e Marketing

Problemas que causam danos à imagem requerem reações rápidas

Depois que o leite azedou, o executivo falou demais e o avião caiu, só há uma saída: reconhecer o estrago, com a maior transparência possível, e aparar as arestas para evitar danos ainda maiores. A recomendação, básica no manual de cuidados com a imagem corporativa, foi posta à prova nos últimos meses por empresas como Parmalat, Nestlé, Philips e TAM.

Expostas a situações que macularam suas marcas, essas empresas tiveram de vir a público se justificar, gastar com ações de marketing e comerciais de TV para diminuir o estrago. Mas o grau de sucesso das investidas, ainda em fase de avaliação pelas empresas, é visto com cautela por profissionais da área de consultoria de imagem.

“A reação rápida, mas consistente, é fundamental na hora da crise”, diz Walter Fontoura que, com os sócios Luiz Sales, Alex Periscinoto e Sérgio Guerreiro na SPGA - Consultoria de Imagem, se dedica ao trabalho de bastidores em prol da manutenção da boa imagem corporativa dos clientes. “Não se deve ter medo da transparência nessas situações.” Ele acrescenta que nenhuma das quatro empresas citadas são clientes da SPGA no momento.

O trabalho de blindagem da marca, na opinião de Jaime Troiano, da Troiano Consultoria de Marca, deve ser decorrência do cuidado contínuo com treinamento dos profissionais da corporação, o que não é prática usual. “Ao contrário do que fazem em outras áreas da empresa, o envolvimento da organização na reputação do negócio não costuma merecer investimentos rotineiros”, diz. “Só na hora da crise é que reagem e, às vezes, aos tropeções.”

Parmalat e Nestlé, por exemplo, foram afetadas pela denúncia de uso de soda cáustica e água oxigenada por cooperativas de leite. Diante do fato, as duas companhias foram para a mídia, com anúncios em jornais e revistas e comerciais em televisão, para prestar esclarecimentos.

A Parmalat, pega pelo incidente na semana em que faria o lançamento da operação de abertura de capital na Bolsa de Valores, contratou à toque de caixa Hebe Camargo, apelando à boa imagem da apresentadora para garantir a qualidade dos produtos da empresa. Segundo a Parmalat, a escolha de Hebe como garota-propaganda se deu por uma avaliação de que o dano à imagem foi mais forte nas camadas mais populares, em que a credibilidade da apresentadora é grande. A empresa não quis dizer, no entanto, se o resultado foi positivo.

A concorrente Nestlé usou o próprio presidente da companhia, Ivan Zurita, em seu comercial de esclarecimento à população. “A Nestlé tem credibilidade suficiente e, ao contrário de outras empresas, não precisa buscá-la em artistas”, diz Zurita. Ele reconhece que a crise ainda não está superada, já que há indicadores de queda nas vendas. “Porém, quanto mais rápido e eficiente forem os esclarecimentos, melhor para toda a cadeia produtiva”, acrescenta.

Na avaliação do consultor Luiz Sales, o porta-voz em situação de crise tem de ser confiável. “Não é necessário que seja o principal executivo”, diz. “Mas é fundamental que imprima segurança e credibilidade.” Por esse padrão, Sales, Fontoura e Guerreiro, avaliam que, no caso do leite e no da Philips - onde o presidente Paulo Zottolo veio a público se desculpar por uma citação infeliz a respeito do Estado do Piauí -, as iniciativas foram corretas e eficazes.

A crítica dos consultores da SPGA recai para o caso da TAM, onde o principal executivo, Marco Antonio Bologna, parece não demonstrar empatia ao falar em público em defesa da empresa. Suas declarações após o acidente em Congonhas, onde morreram 199 pessoas, não teriam sido convincentes. “A empresa cresceu muito rápido e não está sabendo administrar esse crescimento”, diz Guerreiro. “Fora isso, a TAM ainda não substituiu a forte presença do comandante Rolim (Amaro, fundador da empresa)”.

No caso da Philips, quando Zottolo falou em uma entrevista que se o Piauí desaparecesse não faria falta, não imaginava a grita geral, entre os piauienses. Houve ameaças de algumas redes varejistas de não vender produtos da marca. Após um pedido público de desculpas, também dirigido ao governador do Estado, Zottolo se recolheu, o que foi considerado acertado pelos consultores da SPGA. Um estudo da situação, encomendado ao Instituto de Pesquisa Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), avaliou as perdas com o episódio e mostrou que a história foi superada.

Feita logo após o ocorrido, no final de agosto, a pesquisa concluiu que o caso teve baixa repercussão no grande público. Foram feitas nove perguntas a 500 pessoas e apenas 5% delas classificaram como negativas as declarações de Zottolo. “O impacto só foi grande entre alguns blogs, mas não chegou a afetar a imagem da companhia”, diz Fernanda Carvalho, gerente geral de Comunicação Corporativa da Philips América Latina. Ela garante que as vendas vão aumentar 20% na América Latina, com destaque para o Brasil.


MANUAL BÁSICO

Liderança: O principal executivo deve estar ciente da necessidade de se preservar a imagem da empresa

União: Todos devem se envolver na preservação da imagem

Foco: A comunicação na crise deve atingir o público externo e o interno

Verdade: Com os avanços tecnológicos, ninguém esconde nada de ninguém por muito tempo

Atenção: Todos os cuidados que se tomam com os setores operacionais e produtivos da empresa devem ser tomados para com a marca corporativa

Imprensa: Não culpe a imprensa pela crise. Apenas a esclareça


Fonte: O Estado de SP - 19/11/2007

Vai uma dica que o artigo não dá: a melhor forma de se gerenciar uma crise é evita-lá!!! Vamos parar de apagar incêncios e vamos previni-los!!!

De que adianta a empresa só “falar que é”? Ela tem que ser!!!

Muitas empresa tem missão e valores só de fachada, só na “plaquinha na entrada da sede” ou estampados em seus sites intituionais, mas quando vai ver, ela não faz nada daquilo!!! Poxa!!! Aí não dá!!! Chame os RP’s antes da crise, eles podem contribuir muito para que “as plaquinhas de valores e missão” se tornem um discurso real. Reputação e imagem não se trabalha só em momentos de crises.

Comentário do amigo RP Wallace, assino embaixo.

O papel de Freud nas Relações Públicas

Edward Bernays, foi o primeiro professor de relações públicas numa universidade e autor da primeira obra da área, Crystallizing Public Opinion (1923).

Ivy Lee fazia o tipo “assessor de imprensa”, “cordeirinho”, Edward Bernays era “o demônio”, “O CARA”!!! Trabalhava com manipulação de massas e indivíduos, convencimento, monitoração e avaliação de feedbacks de receptores. O CARA era sobrinho de Freud!!!

Muitos acham que Edward Bernays é o pai biologico das Relações Públicas, mas essa discussão é para outro post, a intenção com este é falar que nosso amigo Bruno Amaral, de além-mar, da terrinha mãe, lá de Portugal, publicou em seu blog, um link para um documentário da BBC intitulado “The Century of The Self”. São 4 horas de duração.

Texto retirado do blog O Pato http://www.opato.com.br/ de Wallace Ischaber