18 de jan de 2007

Qual é o cargo ou função dos seus títulos?

O que me resta depois dos títulos que a sociedade me concede?
O que me resta além desses títulos?
O quão melhores eles realmente me podem fazer?
Ou será eu que os faço realmente valerem alguma coisa?
Se o que me move é unicamente à vontade de fazer a diferença, que diferença vai fazer os meus títulos para quem só eles importam?
Se o que eu acredito, está tão fundo calado em minha alma e foi a forja do mundo que ali deixou suas marcas.
Esses títulos só me emprestam ferramentas para tentar expor as marcas que a vida me deixou.
Os degraus que eu subi foram de lutas combatidas dentro de mim.
Entre minha mente e meu coração sobre que caminho seguir.
Ora dando razão a um, ora dando razão ao outro.
E meu doutorado foi conseguir unir ambos num consenso entre sentir e agir.
Continuo agora meu mestrado na árdua tarefa diária de mantê-los juntos e equilibrados (mente e coração) porque a especialidade de cada um é o julgamento.
E como é diferente a conclusão de cada um sobre a mesma situação!
Busco sim! Reconhecimento, mas do que está calado dentro de mim e não para os títulos que posso ostentar nas paredes de meu escritório ou casa.
Busco sim! Poder ser acreditada pela sabedoria universal que me é permitida acessar, quando minha alma em sintonia com a sua pode ver, ler ou sentir o que realmente faz diferença na sua existência.
Os títulos que busco vão além dos pedaços de papelão caligrafados ao final de alguns anos num banco acadêmico, pois o que me vale são os anos que posso passar na sua vida e você na minha durante esse aprendizado.
Essa sim! A verdadeira escola, a dos relacionamentos.


Milene Gonçalves.
Relações Públicas Reg. 3026
Conrerp 2ª região SP/PR
lenegon@superig.com.br

A arte de caminhar sobre as pedras e superar os obstáculos.

Costumo dizer as pessoas próximas em especial aos meus amigos e parentes, que o ser humano tem um único propósito nessa vida, ser feliz!
É com certeza a missão de cada um de nós. Nascemos, crescemos e vivemos para realizar essa missão.
Parece muito simples, entretanto, noto com grande aflição que na maioria das vezes somos totalmente incapazes de alcançar esse objetivo.
Por medo! Medo de tudo o que de bom pode advir dessa conquista, medo de aceitar o amor, a prosperidade, a saúde, os amigos, o trabalho, etc.
É muito louco isso!!!
Somos grandes oradores e podemos convencer qualquer um do nosso firme propósito de conquistar essa felicidade, podemos inclusive nos convencer de que queremos essa felicidade. No entanto, temos tanto medo de perder esse tesouro que não nos permitimos encontrá-lo.
Deixar a felicidade entrar (ou melhor, sair) em nossas vidas e operar todas as mudanças que ela traz consigo é um grande exercício de desprendimento.
Porque ser feliz é antes de tudo permitir, abandonar, confiar, entregar, abrir portas e janelas, as da alma, do coração, da casa também.
Claro que a felicidade é algo subjetivo e relativo dado à complexidade humana e a experiência de cada um.
Por isso, precisamos ter coragem! Primeiro para admitir nosso medo. Não para os outros! Mas para nós mesmos. Segundo temos que caminhar na direção dessa felicidade sem reservas, sem prevenções, despojados e determinados.
Temos que ir ao encontro dela como crianças a um parque de diversões, sorver cada instante, com alegria, surpresa e gratidão.
Ser feliz é simples, mais complicamos tanto a vida e as relações interpessoais. Somos tão prevenidos contra a dor e o sofrimento que não enxergamos o quanto criamos para nós mesmos esses sofrimentos.
Alimentamos relacionamentos superficiais, dizemos o que não pensamos, pensamos o que não sentimos, ouvimos o que não queremos e falamos o que não era necessário dizer.
Desperdiçamos nossos diamantes com coisas sem importância e deixamos os outros perderem seus diamantes também.
Acredito que, dentro de cada um de nós há uma centelha divina. Que somos parte de uma grande verdade absoluta. Que carregamos dentro de nós todo o potencial para sermos cada um, um sol, cada um na sua mestria, no seu talento singular.
E tanto faz se esse talento é para o crochê ou a administração, para a diplomacia ou o futebol, o que realmente importa é que somos únicos e todos juntos somos muitos sóis e que a cada vez que cumprimos nossa missão somamos e essa é a grande felicidade.

Milene Gonçalves.
Relações Públicas Reg. 3026
Conrerp 2ª região SP/PR
lenegon@superig.com.br