1 de out de 2009

Eleições: Registrados precisam se credenciar até o dia 05 de outubro

uem não recebeu a senha deve entrar em contato com o Conrerp 2ª Região

Os registrados têm até o dia 05 de outubro, próxima segunda-feira, para realizar seu credenciamento para as eleições 2009. Caso não tenha recebido o Ofício Circular MD1 de 11 de agosto contendo a senha fornecida para o credenciamento junto ao site do Conferp – www.conferp.org.br - o registrado deve entrar em contato com o Conrerp 2ª Região para fazer a sua solicitação.

A votação ocorre no dia 15 de outubro, das 9hs às 17hs, acesse o link das eleições e tenha mais informações http://www.conrerp2.org.br/index.php?pagina=eleiicoes---2009


Para mais informações:
Tel.: 0800 167 853
Horário de atendimento: 10hs às 16hs
Contato: Sr. Roberto

29º POP



Em 2009, o POP resgata seu formato nacional em edição única e , reune todos os profissionais do País na maior premiação da categoria. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de outubro
Profissionais de comunicação e Relações Públicas de todo o País já podem inscrever seus cases para a premiação do 29º POP – Prêmio Nacional de Relações Públicas, destinado aos profissionais, organizações e agências de Relações Públicas do Brasil.
Organizado pelo Conrerp 2ª Região, sob a chancela e promoção do Conferp, o POP 2009 tem como objetivo homenagear projetos de excelência em Relações Públicas, elaborados entre novembro de 2008 e a data limite da inscrição, ficando vedada a participação de cases de anos anteriores.
O Prêmio Nacional de Relações Públicas 2009 mantém a tradição de prestar homenagens àqueles que contribuíram e ainda contribuem com o desenvolvimento do setor em âmbito nacional.
Os interessados podem inscrever seus projetos em oito categorias:
- Relações Públicas Organizações Públicas;
- Relações Públicas Organizações Privadas;
- Relações Públicas Terceiro Setor;
- Relações Públicas Responsabilidade Social e Ambiental;
- Relações Públicas Internacionais;
- Relações Públicas Gestão de Crises;
- Relações Públicas Novos Mercados e Empreendedorismo;
- Relações Públicas nas Universidades.
A novidade para 2009 é o resgate do Troféu Abertura, que promove e incentiva os jovens profissionais em sua transição da academia para o mercado.
As inscrições serão feitas até o dia 23 de outubro de 2009, pelo correio ou pessoalmente na sede do Conrerp 2ª Região. Os cases só poderão ser inscritos por profissionais de Relações Públicas ou agências por eles responsáveis, que façam parte do Sistema Conferp e estejam em dia com as obrigações legais em seus respectivos Conselhos Regionais.

Fonte: CONFERP

30 de set de 2009

Eleições sistema Conferp

Mudar está nas suas mãos, comece pelo voto.

Chegou a hora de movimentar as peças no tabuleiro outra vez, fique atento! Embora algumas regionais possuam chapa única é sempre bom acompanhar o processo eleitoral e saber quem fica e quem sai.
Participe com seu voto e faça valer sua anuidade.

Os desafios da Comunicação Empresarial brasileira

A Comunicação Empresarial brasileira, apesar dos seus avanços indiscutíveis, se depara ainda com imensos desafios a serem superados. Estes desafios são interpostos pelo mercado, pela sociedade, pela ação mobilizadora dos públicos de interesse e sobretudo pela própria maneira com que muitas organizações contemplam a comunicação.

O mercado se vê diante, cada vez com maior freqüência e intensidade, da síndrome do camaleão, ou seja muda de cor a cada momento, em virtude das circunstâncias, obrigando organizações e profissionais a deixarem repetidamente a sua zona de conforto, o que, convenhamos, tem um efeito pedagógico importante. Ao mesmo tempo se caracteriza pela concentração empresarial, derivada de fusões e aquisições ou do crescimento de alguns "players", favorecidos pela relação (nem sempre ética) com governos e a elite brasileira.

Podemos enumerar algumas situações: a) as farmacêuticas andam comprando os fabricantes de genéricos e sufocando a concorrência. O paciente acaba pagando a conta; b) Os 5 maiores bancos brasileiros já respondem por mais de 77% dos ativos e os 10 maiores por quase 90%. E os juros e as tarifas continuam abusivos; c) Governos sustentam montadoras, contemplando gestões perdulárias e incompetentes. E a poluição aumenta nas grandes cidades, matando milhares de pessoas anualmente; d) Empresas de biotecnologia transnacionais avançam sobre as empresas locais de forma predadora. E o país fica refém do monopólio das sementes.

A sociedade , com a participação expressiva dos movimentos sociais e de lideranças esclarecidas, toma consciência de seus direitos e deveres e cobra mudanças. O apagão ético e tecnológico da Telefônica mereceu amplo repúdio da opinião pública, absolutamente merecido. As ONGs de fachada (e como elas proliferam nesse país!) são retiradas de dentro dos armários e mostram a cara. Com isso algumas empresas públicas, que as subsidiam, acabam aparecendo no reflexo do espelho e ganham manchetes desfavoráveis na mídia. Aumenta a vigilância sobre a gestão da coisa pública e alguns bigodes ilustres migram das páginas de política e cultura (alguns ex-presidentes são imortais de Academias sem terem publicado livros ou sem terem leitores para aqueles que ousaram publicar) para as páginas policiais.

Os públicos de interesse assumem cada vez mais o papel de parceiros (e patrulheiros) das organizações e cobram coerência entre o discurso e a realidade. Cai a máscara do marketing verde e aumenta a desconfiança e a irritação contra as tentativas repetidas de limpeza de imagem de organizações irresponsáveis socialmente. Além disso, esses públicos exigem atenção especial, requerem canais de relacionamento competentes e cobram reciprocidade. Clamam por respostas precisas e rápidas e dispensam promessas vazias que não são acompanhadas dos respectivos projetos de implementação., Os RIMs (Relatórios de Impacto) - ambiental, social, econômico são cada vez mais obrigatórios.

A evolução acelerada das tecnologias , o fato de as pessoas e grupos terem ganho voz e estarem organizados em redes sociais eficazes acabam provocando mudanças profundas no relacionamento com as organizações. Mas elas, em sua maioria, continuam lentas, não democráticas, imaginando que o seu passado pode respaldar o seu presente e futuro.

Embora este artigo não tenha fôlego para examinar em detalhe alguns dos desafios (e são muitos) para a comunicação empresarial brasileira, podemos alinhar pelo menos 12 deles:

1) A comunicação empresarial brasileira não pratica efetivamente a segmentação de públicos e canais e defende a tese equivocadíssima de que " tudo que cai na rede é peixe";
2) A comunicação empresarial brasileira não assume uma perspectiva crítica, acreditando mais em versões do que em fatos. Ela se caracteriza pela obsessão por autoelogios e pela multiplicação desordenada de "cases de sucesso", muitos deles meros exercícios de hipocrisia e mentira empresariais;
3) A comunicação empresarial brasileira confunde terrenos e praias distantes como a distinção obrigatória entre espaço editorial e espaço publicitário dos jornais e ignora a complexidade dos processos, simplificando-os inadvertidamente;
4) A comunicação empresarial proclama-se descontraída e democrática com os públicos externos mas permanece autoritária em relação aos públicos internos, com práticas abusivas de assédio moral, desestímulo à divergência, recusa em aceitar o funcionário como protagonista e assim por diante;
5) A comunicação empresarial brasileira não leva a fundo os conceitos, desconstruindo-os ao longo do tempo. Isso vale para os conceitos de responsabilidade social, sustentabilidade, comunicação estratégica e comunicação integra, entre outros;
6) A comunicação empresarial tem boca grande e ouvidos pequenos, isto é, está mais propensa a falar do que a ouvir, sintoma da arrogância de algumas organizações de grande porte que, respaldadas em seu poderio econômico, tentam fazer prevalecer as suas posições e mentiras com campanhas milionárias de publicidade;
7) A comunicação empresarial brasileira defende a tese de que as redes sociais são espaço para propaganda e/ou manipulação e não as contempla como ambientes inovadores de interação. Muitas organizações estão na rede para descobrir e neutralizar adversários e não, para fazer amigos;
8) A comunicação empresarial brasileira insiste em confundir visibilidade com transparência e concebe blogs corporativos para parecer o que não é e não pretende efetivamente ser;
9) A comunicação empresarial brasileira alimenta "botos organizacionais" - a Rádio Peão, "Eles lá em cima" etc- e os torna bode expiatórios de suas mazelas, mascarando incompetências de gestão;
10) A comunicação empresarial brasileira privilegia muitas vezes a piroctenia (a forma) em detrimento do conteúdo e fica, como a mariposa, seduzida pelo brilho da lâmpada tecnológica;
11) A comunicação pública brasileira vem sendo gradativamente privatizada, com a destruição de equipes de comunicação que têm como função a preservação das identidades organizacionais. Troca trabalhos e processos permanentes por Jobs desenvolvidos por agências e assessorias externas, contratadas para atender a caprichos e interesses de dirigentes com ambições pessoais e políticas;
12) A comunicação empresarial brasileira não se respalda em políticas de comunicação efetivamente pactuadas com seus públicos de interesse, continua "tarefeira" e não estratégica.

Evidentemente, há muitas exceções neste cenário, com o surgimento de agências competentes (uma delas , com poucos profissionais, enfrenta problemas que a Petrobras, com mais de 1.100 profissionais de comunicação, é incapaz de resolver), gestores capacitados e ações e estratégias inovadoras. Mas as exceções, como diz o ditado, apenas confirmam a regra.

É preciso, para que os desafios sejam efetivamente vencidos, que a comunicação empresarial brasileira esteja colada a uma cultura de gestão democrática, ética, que privilegie a liberdade de expressão, o respeito às idéias contrárias, e que assuma um compromisso com o interesse público.

Por enquanto, com as exceções de praxe, ela "badala", empenha-se para ganhar prêmios e troféus (todo mundo acaba tendo um e o processo anda vulgarizado), em beijar a mão de empresários com um ego formidável e neurônios pouco ativos e um autoritarismo e arrogância de dar dó.

As mudanças virão com o tempo e com as pressões contínuas do mercado, da sociedade e dos públicos de interesse em particular. Até lá, o cenário continuará sendo sombrio, apesar das insistentes tentativas de transformar a comunicação empresarial num território cor-de-rosa, com muita pompa e brilho, do tipo "engana que eu gosto". Comunicadores mais críticos poderão acelerar o processo, mas eles andam em falta no mercado, calados com medo de perder empregos e clientes.

Em tempo 1) Chegamos ao centésimo artigo publicado no Portal Imprensa e é mesmo motivo para comemorar e agradecer aos colegas que têm permitido aqui o exercício do espírito crítico. Que as organizações possam aprender com o Portal Imprensa a importância de se respeitar o debate e a liberdade de expressão.

Em tempo 2) As escolas de comunicação têm um papel importante a desempenhar na mudança deste cenário pouco favorável. Mas, para isso, precisam também privilegiar a educação crítica, cidadã, comprometida com o desenvolvimento pessoal, profissional e a qualidade de vida.

Vamos em frente. Como diz o filósofo José Simão, quem fica parado é poste!

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

Fonte: Portal Imprensa

Consulta Pública sobre alterações nas grades curriculares

Colegas

Está em tramite uma consulta publica sobre alteracoes nas grades curriculares, e no caso de RP, inclusive da nomenclatura do Curso, junto ao MEC.

Para dar sua opiniao, recorra ao link (repassado gentilmente pelo colega Aislam Grecca)

http://portal.mec.gov.br/formularios/sistema_integrado/index.php/formulario-contribuicoes-aos-referenciais-nacionais-de-graduacao-ciencias-biologicas-e-da-saude

Este tema vale discussao entre seus colegas de profissão ou entre seus colegas de classe.

Abaixo, consta texto elaborado pela Profa.Margarida Kunsch sobre o tema.
Para refletir e opinar no formulario comentado acima.


Rodrigo Cogo


Novas Referências Nacionais dos Cursos de Graduação em Comunicação Social em debate no MEC


Margarida M. Krohling Kunsch


O Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Paulo Roberto Wollinger, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e com a participação de especialistas das áreas de conhecimento, iniciou, no ano corrente, a construção dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação (Bachalerado e Licenciatura).

A proposta do MEC é acabar com as “habilitações”, transformando-as em “cursos” e reduzir o número excessivo das nomenclaturas vigentes para terminologias específicas dos cursos existentes. Assim, por exemplo, a Comunicação Social é a grande área de conhecimento e as respectivas habilitações ora vigentes se converteriam em cursos.

Para tanto, foram realizados, ao longo deste ano, encontros com especialistas para a elaboração dos memoriais descritivos de cada um dos cursos de graduação.Iniciou-se com as áreas de “Engenharia”, “Ciências Exatas e da Terra”, “Ciências Biológicas e da Saúde”, “Transporte e Logística”, “Turismo, Gastronomia e Hotelaria” e “Informática”. No momento está em discussão a área de “Ciências Humanas e Sociais”.

Em cada encontro, após a apresentação dos participantes, solicitou-se aos especialistas convidados a análise da pertinência de manutenção, compilação e/ou supressão das diversas nomenclaturas dos cursos vigentes. Esses especialistas foram responsáveis pela elaboração dos memoriais descritivos, que deviam conter: o que faz o egresso do curso, os temas a serem estudados no período de sua formação, as áreas de atuação, bem como a infraestrutura necessária à oferta dos diferentes cursos.

De 13 a 14 de agosto de 2009, foi realizado, em Curitiba (PR) o encontro referente às “Ciências Humanas e Sociais”. A área da Comunicação Social esteve representada por professores e especialistas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, e Relações Públicas, que elaboraram os respectivos memoriais descritivos. O trabalho dos especialistas da área de Comunicação Social reunidos no encontro resultou na elaboração dos memoriais descritivos de cada curso que destacassem os seguintes itens:

1. Perfil do egresso
2. Temas gerais e específicos de sua formação
3. Área de atuação
4. Legislação
5. Infraestrutura-Laboratórios

Esses documentos encontram-se disponíveis no site do MEC e estão abertos para novas proposições e ajustes até o dia 16 de outubro próximo. É fundamental que nossa comunidade participe desse processo de consultas e envie sugestões.

Ressalte-se que não se trata de novas “diretrizes” para os cursos de gradução, mas sim de “referências”. A elaboração das diretrizes se dará em uma etapa posterior.


Referências do Curso de Graduação em Comunicação Organizacional e Relações Públicas
(Bacharelado)

Carga horária: 2.700 horas-aula

1. Perfil do egresso
O profissional de comunicação organizacional e Relações Públicas atua em pesquisa, planejamento, gestão e avaliação da comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor. No exercício profissional ele desempenha funções administrativa, estratégica, mediadora e política. Ele desenvolve trabalhos de pesquisa de opinião, de reputação e imagem e monitoramento do ambiente organizacional interno e externo para análise e avaliação de cenário e construção de diagnósticos situacionais. Ele atua na elaboração de políticas, planejamento estratégico, planos, projetos e programas específicos de comunicação para as diversas organizações, grupos e movimentos da sociedade civil.

No desempenho das suas funções, o profissional planeja e desenvolve programas e instrumentos para a comunicação interna; atua diretamente na gestão do relacionamento das organizações com seus públicos; planeja e organiza eventos de diferentes naturezas; promove ações para a construção da imagem e identidade das organizações; administra conflitos, crises e a comunicação de risco; coordena e produz instrumentos de comunicação com fins institucionais em diferentes formatos e suportes - impressos, digitais, audio-visuais e outros.

2. Temas abordados na formação
Gerais: Teorias da Comunicação, História da Comunicação, Estudos de Mídia, Ética e Deontologia da Comunicação, Pesquisa em Comunicação, Tecnologias da Comunicação, Redes Interativas, Políticas de Comunicação, Estudos da Linguagem, Humanidades e Ciências Sociais, Responsabilidade Social, Gestão e Empreendedorismo, Expressão oral e escrita.

Específicos: Teorias e história das relações públicas; teorias da comunicação organizacional; teorias da opinião pública; comunicação pública; responsabilidade social e sustentabilidade; comunicação política; pesquisas de opinião pública; auditoria da comunicação organizacional; marketing; planejamento da comunicação; comunicação digital; produção de midias impressas, audiovisuais, digitais; comunicação estratégica com públicos específicos; web comunicação: portais corporativos, governamentais e comunitários e redes sociais; organização de eventos e cerimonial; imagem e identidade e reputação institucional; comunicação no terceiro setor; relações públicas internacionais; assessoria de comunicação; gestão da comunicação; avaliação e mensuração de programas de comunicação; construção de sentido no discurso organizacional;

3. Áreas de atuação
O profissional de comunicação organizacional e relações públicas está apto a atuar nas áreas de comunicação das organizações públicas, privadas e do terceiro setor, fazendo assessoria, consultoria, divulgação, cerimonial e eventos, planejamento, pesquisas, análises e elaborando instrumentos de comunicação, ensino e treinamento.Na iniciativa privada ele pode atuar nas empresas prestadoras de serviço.

Fonte: Por Rodrigo Cogo postado nas listas de discussões dos grupos de RP